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O SOM DA GENTE

O SOM DA GENTE

05
Jun15

MEITRIZ

somdagente

janarde1.jpg

 

O Som da Gente, no próximo programa, vai até aos limites do concelho de S. Pedro do Sul, na ponta mais ocidental, entrando já em domínios do concelho de Arouca.

Na imagem temos a bonita igreja de Janarde, paróquia que tem por padroeiro S. Barnabé..

Este pequeno templo está hoje enquadrado num largo bem arranjado ao lado de uma antiga casa de lavoura com gigantesco canastro. O granito das mesas deste canastro veio de Regoufe. As pesadas pedras foram transportadas, em carros de bois, e conta-se que, na altura, se matou uma vitela para compensar os pedreiros e o outro pessoal que se empenhou na dura empreitada.

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Meitriz é uma das povoações da freguesia de Janarde, lugar classificado e onde nasceu o nosso amigo Manuel Vinagre.

O nosso guia, aqui no centro da povoação, ao lado da casa que lhe serviu de escola e onde aprendeu as primeiras letras. Das dezenas de alunos da turma,  que na sua altura frequentaram a escola, leccionada por regente escolar, apenas dois seguiram estudos e só uma menina conseguiu formatura superior.

As casas de bonitas paredes de xisto,  cobertas de lousa, que, na altura, estavam cheias com ranchos de filhos estão hoje, na grande maioria, desabitadas.

Há décadas a emigração levou os homens na força da vida, primeiro para o Brasil e mais tarde para a França, Alemanha e Suíça.

Hoje as uvas americanas continuam a abrir com a canícula de Maio mas, já não se ouve o entoar dos manguais, na eira, que antigamente servia de recreio à miudagem da escola.

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E é pelas encostas de Meitriz, por entre belgas cultivadas ou a monte, que Manuel Vinagre nos vai levando, percorrendo os antigos caminhos que também ajudam a contar a história da sua terra.

Com ele fomos visitar um viveiro. É uma mina, ao cimo de uma terra de cultivo, hoje com um batatal. Aqui os antigos guardavam as bogas que, na altura da desova, iam pescar ao Paiva que corre, ao fundo, a duzentos metros. Transportavam a pescaria em sacos humedecidos de linho e aqui as guardavam, com porta de ferro, a sete chaves, para petiscarem pelo verão adiante ou para peitar o doutor ou outra visita especial.

meitriz.jpg

 

Hoje também as novas culturas chegaram a Meitriz. Numa encosta, em frente à belga onde fomos ver o viveiro, vislumbramos uma cultura de mirtilos, entre a mancha contínua de eucaliptos.

Pode ser que estas novas perspectivas de futuro tragam outra vez a vida a estas paragens.

Enquanto isso não acontece, a aldeia fica à curiosidade dos turistas na esperança que os filhos e netos voltem para conhecer e amar o berço dos seus antepassados.

E que esse apego ao passado, com o olhar posto no futuro, faça com que o amigo Manuel nos continue a contar, de um modo admirável as memórias da sua terra, como o vai fazer no próximo programa de O Som da Gente, na Rádio Lafões

 

 

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