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O SOM DA GENTE

O SOM DA GENTE

27
Fev15

ARTE RUPESTRE EM MOLELINHOS

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No programa desta semana, O Som da Gente vai ouvir falar da mais antiga representação artística que se conhece, a arte rupestre.

Vai ser nosso guia o Dr. Jorge Arrais, técnico superior da Câmara Municipal de Tondela, mestre em Arqueologia e Território.

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A arte rupestre em Molelinhos, mais propriamente no lugar da Carvalheira, foi descoberta pelo médico António Almiro do Vale em 1932. 

Mantendo-se  inalterado até 1989, o local foi, em 1992, classificado como Imóvel de Interesse Público.

Em 1974, ano em que se iniciaram os trabalhos de limpeza,  os arqueólogos Mário Varela Gomes e Jorge de Pinho Monteiro fizeram o levantamento do primeiro painel de gravuras.

O complexo é constituído por seis painéis, integrados numa plataforma de xisto, com gravuras que datam da idade do Bronze Final e do início da II Idade do Ferro.

Embora também marcadas no xisto, são posteriores às do Vale do Côa.

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Com a finalidade de protecção e recuperação patrimonial, entre Outubro de 2013 e Janeiro de 2014, foi aqui concretizado o projecto de musealização da Estação de Arte Rupestre de Molelinhos.

O projecto assenta num percurso sobre estruturas metálicas permitindo a observação, de perto, de todos os elementos arqueológicos aqui descobertos. 

Fotos: Alcides Riquito

07
Jan15

REVISITAÇÃO

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No passado dia 12 de Dezembro no bonito auditório Rainha D. Amélia, nas Termas de S. Pedro do Sul,o Dr. António Moniz Palme, que já foi personalidade central em dois programas de O Som da Gente, apresentou mais um dos seus livros, este com o título Revisitação.

O Dr.. António Moniz passou a sua meninice e adolescência em S. Pedro do Sul.

O livro que acaba de editar revela uma literatura realista onde as principais histórias se passam na nossa vila, hoje cidade.

A este propósito, António Moniz escreveu na nota de abertura: A maior parte das páginas são preenchidas pela vida simples de Lafões e em especial de S. Pedro do Sul, através de acontecimentos que me marcaram profundamente e que penso tenham forjado indubitavelmente o cenário e o modo de vida de determinada época...

Na apresentação do livro Revisitação começou por usar da palavra o Dr. António Bica, contemporâneo e amigo do autor.

Depois, foi a vez do Prof.. Dr.. Adriano Vasco Rodrigues, arqueólogo e etnógrafo,marcar alguns acontecimentos ligados à figura de António Moniz no campo social e político.

Antes das palavras de agradecimento do autor pela presença dos muitos amigos e pelas palavras reconfortantes dos oradores, falou o Presidente da Câmara Municipal de S. Pedro do Sul que deixou um convite ao Dr. Moniz para aqui realizar uma exposição de pintura e vir também a terras de S. Pedro do Sul com o seu grupo de fados Coimbra Eterna.

Os nossos parabéns ao Dr.. António Moniz Palme, um homem da aristocracia portuguesa, que embora residindo na cidade do Porto, não deixa de teimar na preservação dos bons usos e costumes da terra e das gentes que o viram nascer.

11
Dez14

LAFÕES - HISTÓRIA E PATRIMÓNIO

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Num tempo em que o estudo, a preservação e valorização do Património Cultural assume um papel social cada vez mais importante...

Assim começa a nota de abertura da obra Lafões - História e Património do historiador Jorge Adolfo Marques que foi apresentado no passado sábado no auditório da Rainha D. Amélia nas Termas de S. Pedro do Sul.

 A apresentação do livro esteve a cargo da Dra Fátima Eusébio do Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu. O Som da Gente e a Rádio lafões tem a honra de ter contado com estes dois nomes da nossa cultura em programas que realizámos especificamente para o nosso auditório.

De acrescentar que a edição desta obra só foi possível com a colaboração preciosa de diversas empresas da região onde se conta o Crédito Agrícola que patrocina também O Som da Gente.

Foto: Simão Almeida

 

21
Nov14

...

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O próximo programa de O Som da Gente continuará a andar pela freguesia de Monteiras, no concelho de Castro Daire.

Ouviremos músicas do Rancho Folclórico da Relva que foi criado com o patrocínio da Casa do Povo de Castro Daire e agora está sob a responsabilidade da Associação Desportiva, Cultural e Recreativa Relvense.

Américo Silva, natural da Relva e actual Presidente da Junta de Freguesia de Monteiras está ligado a este Rancho desde os anos setenta do século passado.

No que toca à música e, para além do rancho folclórico, a associação da Relva tem levado a efeito, anualmente, em Abril ou Maio, os já afamados encontros de cantadores ao desafio e tocadores de concertina.

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A par do folclore, Américo Silva tem enveredado, nos últimos tempos, pelas cantigas ao desafio a que também chamam desgarradas.

A capa do CD áudio que publicamos é o seu décimo trabalho discográfico. Aqui, Américo Silva canta com Adília de Arouca ao som da concertina do Joel Gonçalves da Granja.

Assim, no próximo programa de O Som da Gente, na antena da Rádio Lafões, Américo Silva vai falar-nos dos muitos nomes que na região se distinguiram e distinguem nas cantigas ao desafio. Vai ainda exemplificar os diversos estilos deste género de música popular: o fado beirão, o tradicional da serra de Montemuro, a cana verde, à moda do Minho, e o fado português.

14
Nov14

MONTEIRAS

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A freguesia de Monteiras fica a cerca de onze quilómetros, a norte de Castro Daire, a sede de concelho.

Geograficamente fica situada entre a serra do Montemuro, a poente, e a de Leomil, a nascente. A cerca de 920 metros de altitude, os terrenos são húmidos e frios limitando-os no que diz respeito à produção agrícola.

No início da nacionalidade, D. Afonso Henriques terá entregue a Egas Moniz a tarefa do povoamento destes lugares.

Monteiras terá sido constituída paróquia por volta do século dezasseis. Actualmente pertence à diocese de Lamego, embora, administrativamente esteja inserida no distrito de Viseu.

Foi junto à igreja matriz das Monteiras que o actual pároco, o padre José Alfredo Patrício, nos falou desta terra e das suas gentes e nos mostrou o actual templo com uma arquitectura em forma de cruz.

Segundo o que contou à Rádio Lafões, as principais obras realizadas nesta igreja devem-se ao padre Anselmo Fernandes que, para além de cuidar das almas, trouxe para esta terra modernas técnicas agrícolas que conseguiram aqui a produção de fruta, nomeadamente morangos.

Para além do padre Anselmo Fernandes, outros nomes consagrados da vida regional e nacional tiveram as suas raízes nas Monteiras como foi o caso do célebre pregador monsenhor Pereira Pinto que tem a campa dos pais preservada no adro.

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O interior da igreja, bem cuidado,o à semelhança do espaço envolvente exterior, revela-nos, na capela-mor, interessante talha dourada e o tecto em caixotões. No corpo da igreja, dá nas vistas interessante lambril em azulejos e o baptistério, numa capela lateral, à semelhança do que acontecia nos princípios da vida da Igreja.

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O padroeiro da paróquia das Monteiras é o Divino Espírito Santo. Os restantes lugares da freguesia têm também o seu patrono. Carvalhas venera Nossa Senhora das Dores, o Eido, Nossa Senhora dos Prazeres, a Relva o S. João, numa capela que o padre Anselmo deslocou, pedra a pedra, do fundo para o cimo do lugar.

Colo de Pito está consagrada à Senhora da Saúde.

É neste lugar, mais propriamente no Alto do Torrão, que hoje se pode admirar o parque de Nossa Senhora da Saúde, na foto, uma obra interessante da actual Junta de Freguesia das Monteiras.

Para além deste lindo parque, situado num ponto que nos oferece magnificas paisagens, Américo Pereira da Silva, o actual Presidente da Junta, mostrou à reportagem da Lafões obras de restauro importantes em todas as povoações num grande respeito pela história destes lugares.

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Um dos ícones da freguesia das Monteiras é Senhora da Ouvida. O padre José Alfredo falou-nos da história desta capela, hoje santuário, que teve, à semelhança do que aconteceu na igreja matriz, na acção do padre Anselmo Fernandes a obra que hoje se pode admirar entre a Nacional 2 e a A24.

A Senhora da Ouvida, que tem a sua festa a 3 de Agosto, é uma das maiores romarias da região. Para além da festa religiosa, hoje está transformada em grande feira que, da véspera ao próprio dia, traz aqui milhares de romeiros e visitantes.

Para além dos tradicionais cantares ao desafio, principalmente na noitada, no dia, a luta ou chega de bois já tem fama e é um número que nunca falta no programa das festas de Nossa Senhora da Ouvida.

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Foi com muito e justificado orgulho que o Presidente Américo Silva nos falou desta festa destacando as obras feitas no parque e a colocação, em frente da capela, de uma imagem gigante de Nossa Senhora da Ouvida como que saudando os automobilistas que rapidamente passam ao fundo, na estrada que liga o norte ao sul do país, Chaves a Faro.

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Foi também com muito gosto que o presidente nos levou ao lugar que o viu nascer, a Relva.

Logo à entrada, uma extensa laje, eira comunitária, bem arranjada e enquadrada, fica para a posteridade como marco do trabalho árduo, no granjear do pão, que caracterizou a vida dos nossos antepassados mais recentes.

Cereal, milho e centeio, que depois de malhado e seco na eira, algum  era moído no único moinho de vento que ainda hoje se pode ver em funcionamento no distrito de Viseu.

Este moinho construído por Joaquim da Silva foi recentemente recuperado pela Junta de Freguesia e pelos herdeiros do Sr. Joaquim, actualmente emigrados na América.

Fotos: Alcides Riquito

25
Out14

ALAFUN 30 ANOS

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Foto: https://www.facebook.com/#!/vitor.figueiredo.9028?fref=ts

O Som da Gente desta semana é preenchido com partes significativas do espectáculo do 30º aniversário do Alafun que decorreu no Cineteatro Jaime Gralheiro, em S. Pedro do Sul, no passado dia 11 de Outubro.

16
Out14

NOS TRILHOS DO CONTRABANDO

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 Sempre na companhia de José Manuel Nunes Campos, deixámos a aldeia raiana de Foios e atravessámos a fronteira em Navasfrías,na comunidade autónoma de Castela e Leão, onde se situa um posto da rede de observação da Agência Estatal de Meteorologia.

Virámos à direita em direcção a Valverde del Fresno. O nosso guia caracterizou esta terra como um grande porto de mar devido à grande afluência de gentes que para aqui se dirigia para fazer as suas transacções comerciais.

Era para aqui que as mulheres e raparigas de Foios traziam leite levando depois para Portugal o azeite ou o vinho que aqui se produz devido a um microclima, quase mediterrânico.

Era também nos carreiros destas encostas que se fazia o contrabando, o de subsistência e o do negócio mais graúdo que começou com o volfrâmio e, ultimamente, passou ao café e às máquinas de costura.

Muitos eram os trilhos que, principalmente à noite, os contrabandistas percorriam fugindo à vigilância da guarda civil espanhola e à fúria da guarda fiscal portuguesa. Empurrados para situações difíceis que, muitas vezes levavam a acidentes com riscos para a própria vida.

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Valverde del Fresno com Eljas e San Martin de Trevejo formam um trio de aldeias espanholas da raia onde a economia local girava à volta do contrabando.

Pertencem todas à província de Cáceres da Comunidade Autonómica da Extremadura. É aqui que se fala o mañego, idioma da família das línguas galaico-portuguesas e que aqui chamam a Fala.

San Matin de Trevejo tem um lindo centro histórico, com a sua praça maior e, durante todo o ano, por aqui corre, a céu aberto, um rego de água que vai mudando de rua para rua.

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O Prof. José Manuel Campos sente-se aqui como nos Fois, a sua terra portuguesa.

É saudado e acarinhado como de um irmão espanhol se tratasse. Num dos bares de San Martin encontrou um velho amigo que outrora foi motorista do general Franco.

Franco que, ao contrário de Salazar, nunca fechou as fronteiras à emigração.

A emigração a salto, outro género de contrabando, que enriqueceu muitos passadores portugueses e espanhóis, foi o último assunto abordado pelo amigo Zé Manel neste Som da Gente que dedicamos ao contrabando.

Fotos:Alcides Riquito

 

10
Out14

FOIOS

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O contrabandista carregando o seu macuto, a mochila, e o emigrante de, mala aviada, saindo pela linha da Beira Alta, em direcção a França, são hoje as marcas dos últimos tempos desta freguesia da raia que é Foios.

Esta freguesia do concelho do Sabugal, com 25 quilómetros quadrados de superfície e 362 habitantes, tem a origem do seu nome nas armadilhar feitas para apanhar lobos, segundo a Wikipédia.

Na visão do nosso entrevistado, José Manuel Campos, que aqui foi professor e presidente de junta durante cerca de 30 anos, a origem do nome tem a ver com o fabrico do carvão que se fazia por estas bandas. Foios seriam as covas onde se queimava o carvão. Nos dois casos, parece ser consensual que a palavra foios deriva de fojos, em que o j deu lugar ao i.

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Foios é uma aldeia recente. Contará cerca de três séculos.

Rapidamente passou de um subdesenvolvimento para um progresso em que um lar de idosos e um moderno centro cívico, com um bem equipado auditório e posto médico, se destacam. 

Este edifício adoptou o nome de Centro Cívico Nascente do Côa e, a este propósito, uma das salas é dedicada ao Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa que foi construído em Vila Nova de Foz Côa.

O visitante pode também aqui encontrar algumas peças ligadas aos trabalhos agrícolas e ao fabrico artesanal de queijo de cabra.

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O largo onde se encontra o centro cívico de Foios é o local que, em Agosto, se transforma num campo de tourada onde se faz a capeia, um espectáculo taurino típico nestas aldeia raianas.

Numa pedra, trabalhada em baixo relevo, que se pode ver no local, ali está o touro e o célebre forcão feito, em paus de carvalho, que os rapazes  da terra vão buscar a Naves Frias por obsequio do amigo alcaide.

Com este gigantesco artefacto, o grupo de rapazes, enfrenta as investidas do touro para alegria das muitas centenas de pessoas que em Agosto trazem outra vida e outro movimento à aldeia.

Foios está geminada com a povoação de Eljas que fica do outro lado da fronteira. Durante o ano, são muitos os momentos de convívio entre as gentes raianas de Portugal e Espanha. No próximo dia 8, realiza-se no largo principal de Foios, um grande magusto com os de Foios a dar as castanhas e os de Eljas a trazer o vinho.

Na véspera, umas jornadas micológicas distinguem os cogumelos silvestres que nesta época se vão também encontrando por aqui.

Depois de nos falar da sua terra e dos tempos difíceis no passado recente da sua gente, o amigo José Manuel Campos vai continuar com o auditório da Rádio Lafões para, na próxima semana, nos falar de contrabando, de contrabandistas e da emigração a salto.

Fotos: Alcides Riquito

 

 

03
Out14

TRUTICULTURA NO CÔA

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Antoine Tavares

Pelo nome nos apercebemos que este jovem empresário, é filho de um dos primeiros casais dos Foios que fez vida, em França, nos primeiros tempos da emigração para a Europa.

 É o responsável por um interessante empreendimento piscícola e turístico, a Trutalcoa.

Ele próprio esteve também emigrado na Suíça mas o seu gosto por Portugal, e pela terra que o viu nascer, levou-o a este projecto que já conta com mais de trinta anos.

Embora seja uma vida muito presa, sem domingos e feriados, é aqui numa bucólica paisagem, na margem esquerda do Côa, a escassos quilómetros da nascente, que o amigo Antoine se sente bem.

Depois, na grande simpatia que revela em relação a quantos o visitam e no convívio com bom grupo de amigos encontra os ingredientes necessários para uma vida feliz. 

 Para além de três grandes tanques onde milhares de trutas se desenvolvem, este empreendimento tem uma lagoa onde os visitantes se podem entreter à pesca. Assim, miúdos e graúdos praticam este saudável desporto, mesmo os que nunca sonharam pescar. Nem precisam de levar cana. O amigo Antoine fornece cana, isco e cesto. Só pagam o peixe que levam para casa

E com tudo isto, os mais pequenos, muitas vezes renitentes a comer peixe, até começam a mudar alguns hábitos numa alimentação tradicionalmente mais orientada para a carne.

E a imaginação do empresário não se ficou pela pesca desportiva. Ao lado dos tanques adaptou uma máquina de brindes em que a surpresa está num saquinho de ração para o peixe. Assim, os mais novos para além de deixarem uma moeda na máquina, vão dando a comida às trutas. Pagam para ajudar no trabalho da truticultura ao mesmo tempo que se regalam a ver, num palanque próprio, a truta arco-íris a saltar ao isco.

Um restaurante panorâmico sobre todo este complexo completa a ideia que os amigos Antoine e José Maria tiveram para transformar este lugar, vulgar na paisagem raiana, num sítio acolhedor para portugueses e espanhóis.

Embora neste restaurante também se sirva carne ou bacalhau, são os pratos à base de truta que dominam a ementa: truta de escabeche, truta grelhada, truta no forno ou filetes de truta, tudo aqui se pode provar e degustar.

Assim resta ao leitor deste blogue e ao ouvinte de O Som da Gente passar o Sabugal e, em direcção à fronteira, antes de Foios, aqui permanecer, nem que seja por um dia, neste belo recanto, ao lado do rio Côa, gémeo do Águeda que, correndo em Espanha, vai encontrar o Douro, perto do Pocinho, não muito longe da foz deste mesmo Côa.

Fotos: Alcides Riquito

26
Set14

POR TERRAS DA RAIA

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A Rádio Lafões e  O Som da Gente andou esta semana por terras da nossa raia.

Andámos por lá, calcorreando a fronteira que o Côa demarca e assim iremos, nas próximas semanas, trazer ao auditório reportagens de lugares únicos com costumes e vivências muito próprias.

Ouviremos falar de contrabando, de emigração a salto, das capeias raianas .

Relembraremos tempos difíceis, de gente que lutou e sobreviveu.

Sobrevivência que hoje se traduz em emprendimentos modernos como é o caso da Trutalcoa.

A nossa reportagem saltou de Portugal para Espanha e de Espanha para Portugal, entre Foios e Valverde del Fresno.

Estas reportagens em terras da raia, que passarão nos próximos programas de O Som da Gente, só foram possíveis  devido aos amigos José Manuel (primeiro a partir da esquerda), José Maria (segundo a partir da esquerda) e do Tó (o primeiro a partir da direita). Falta o outro elemento da equipa de reportagem, o fotógrafo que, como é óbvio, por dever de ofício, não pode estar no retrato com estes  bons amigos que aqui ladeiam o autor de O Som da Gente.

Para além de nos mostrarem a sua terra, irão falar da vivência dos seus antepassados que tiraram da terra o que esta lhes podia dar e apascentaram rebanhos por esta serra das Mesas. Montes calcorreados, à noite, por dezenas de contrabandistas e centenas de emigrantes que, a salto, procuravam o el dourado em terras de França.

Com estes bons amigos visitámos algumas povoações espanholas que ficam junto à fronteira.

Por eles conseguimos verificar que aqui todos, os portugueses e os espanhóis, são, na verdade, socialmente irmãos.

Por aqui, a linha de fronteira não separa, é traço de união entre duas nações que durante séculos viveram de costas voltadas.

Fotos: Alcides Riquito

  

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