18 de Maio de 2012

 

Folhadosa é uma pequena freguesia que dista cerca de 12 quilómetros de Seia, a sede de concelho.

Fica ao lado da estrada da Beira, e em 2001, teria cerca de 250 habitantes.

Para além das capelas do Senhor do Calvário e de Nª Senhora da Ribeira, a nível monumental, dá nas vistas, junto ao largo principal da aldeia a actual Casa de Repouso de Nossa Senhora do Amparo, casa solarenga que foi do Dr. António Vieira de Tovar Magalhães e Albuquerque, 1º Conde de Molelos.

O Som da Gentefoi até Folhadosa à procura de quem ainda faz queijo da serra à maneira antiga.

Encontrámos, em rua estreita do lugar, a queijaria de Filomena Catarino que, embora tenha nascido em Seia, casou na Folhadosa.

Já antes, em Seia, ajudava os pais nesta arte tradicional do fabrico do queijo da serra.

Filomena, mulher ainda jovem, falou-nos da ovelha bordalesa, dos pastos, da tosquia e desvendou-nos as etapas que levam a um bom queijo, a partir do leite, sal e cardo.

Pelo que nos apercebemos, o futuro destas queijarias tradicionais e familiares não será muito risonho.

De sete rebanhos que havia na Folhadosa, resta apenas o de Filomena Catarino.

As filhas, à semelhança do que acontece à maioria dos jovens do interior, emigram e os que ficam partem para outra vida. Vida que não seja tão presa e de tantos sacrifícios.

Por outro lado, a importação de leite espanhol e a concorrência das fábricas também não trazem boas notícias a nível comercial.

Restam à Filomena os antigos clientes e os bons apreciadores deste magnífico queijo Serra da Estrela.

 

Lutar por este produto de excelência é também preservar a nossa cultura. É também causa para O Som da Gente.

 

Fotos: Alcides Riquito

 

publicado por somdagente às 12:25
03 de Maio de 2012

 

Em, 2001, foi inaugurado, em S. Romão, concelho de Seia, o Museu Natural da Electricidade. Funciona nas instalações da Central Hidroeléctrica Senhora do Desterro I. A II, mesmo ao lado, encontra-se ainda em plena produção pra a EDP.

Este espaço museológico pretende divulgar o património tecnológico, natural, social e cultural ligado à exploração natural da água, também chamada hulha branca, no fabrico da electricidade.

 

Tudo se iniciou em 1907, com o início da construção da primeira central e, logo de seguida, com a constituição da Empresa Hidroeléctrica Serra da Estrela (EHSE). António Marques da Silva foi o principal impulsionador da exploração da energia eléctrica nesta área geográfica e Seia foi uma das primeiras terras do país a ter luz eléctrica.

 

O Museu Natural da Electricidade situa-se na margem do rio Alva, acima de S. Romão, a 800 metros de altitude, na Mata do Desterro, zona natural protegida onde os caminhantes têm à disposição três percursos pedestres.

Foi deste enquadramento paisagístico que falou, à reportagem da Lafões,a Dra. Madalena Cunhal, Directora do museu.

 

Na recepção, Sofia Borges fez a primeira apresentação do Museu Natural da Electricidade  e falou concretamente da condução, em cascata, da água que desce desde os pontos mais altos da Serra da Estrela.

 

No rés-do-chão, funciona uma sala de exposições temporárias onde actualmente estão interessantes fotografias que retratam a odisseia que foi a construção das barragens, colocação de condutas e postes nas encostas escarpadas da Estrela.

Quem nos revelou as memórias, a que cada documento nos transporta, foi o Dr. João Marques que tem interessante obra publicada sobre o assunto.

 

O Dr. João Marques mostrou-nos ainda a sala das máquinas onde estão quatro potentes turbinas e geradores que fabricavam a electricidade, na altura suficiente para toda a região.

Neste espaço, encontra-se ainda um quadro eléctrico monumental que é referência obrigatória no encontro dos técnicos ligados à área da electricidade.

As celas, local mais perigoso da central, encontravam-se exactamente nas costas deste monumental quadro.

 

Na parte superior do museu, funciona a área pedagógica onde a Dra Sara Proença maravilha, miúdos e graúdos, com interessantes experiências à volta do fenómeno da electricidade.

 

Neste primeiro andar funciona ainda um Centro de Documentação onde destacamos os bilhetes da portagem que, na altura funcionava aqui na Mata do Desterro, para quem queria subir, de carro, à Serra da Estrela.

Hoje, para chegar ao Museu da Electricidade, os caminhos continuam a ser tortuosos mas, para chegar à serra, por S. Romão, já não tem que pagar portagem.

É uma boa razão para o leitor ou ouvinte ir até Seia, passear na mata da Senhora do Desterro e visitar este interessante Museu Natural da Electricidade.

Fotos: Alcides Riquito

publicado por somdagente às 12:26
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