17 de Fevereiro de 2012

A propósito de Carnaval. O Som da Gente, no próximo programa vai até Negrelos, grande e airosa povoação da freguesia de S. Pedro do Sul.

Fomos recebidos na sede da Associação Cultural e Recreativa de Negrelos por António Manuel Bandeira Rodrigues, Presidente da Assembleia Geral, e por Manuel Matos Nunes também dirigente daquela associação. Nesta hospitalidade contámos ainda com a presença do amigo Manuel Gonçalves.

 

O Dr. Bandeira vai caracterizar-nos a sua terra que foi marcada, na segunda metade do Sec. XX, pela passagem do comboio, da extinta linha do Vale do Vouga, e pela grande empregabilidade da população na fábrica de serração Vieira da Cruz.

A propósito, vai também falar-nos da história do desfile do Carnaval de Negrelos que na próxima terça-feira vai de visita à agora cidade de S. Pedro do Sul, na sua 32ª edição.

 

Para o Dr. Bandeira Rodrigues, Negrelos tradicionalmente é uma povoação mais rural que urbana, embora se encontre perto da sede do concelho. Talvez por isso, ainda hoje podemos observar, bem no centro, junta à capela de Nossa Senhora do Livramento, um moinho de água em funcionamento.

A água que faz girar o moinho vem, por levada, a quem os agricultores de Negrelos pagam foro à casa Moniz, por horas, no verão, e bicas, no inverno.

Na preparação do corso carnavalesco de Negrelos, são muitas as horas que algumas senhoras e meninas da localidade passam a cortar e a recortar papel colorido que irão dar as flores para cobrir alguns carros alegóricos do cortejo.

Durante este trabalho falámos com D. Leonilde que também nos deixou as suas recordações de menina em relação às brincadeiras do dia de Entrudo.

 

Enquanto as mulheres fazem flores, na sede da ACRN, alguns homens e rapazes vão construindo os carros com mensagens alegóricas e satíricas que sairão à rua na próxima terça-feira.

Como não há local próprio servem-se das próprias garagens como local de trabalho.

 

É um trabalho que demora muitas noites para ser admirado e usufruído apenas em meia dúzia de horas, numa tarde.

Também por isso, o próximo programa de O Som da Gente é a nossa homenagem a estes homens e mulheres que teimam em manter a tradição do Carnaval de Negrelos.

publicado por somdagente às 11:45
03 de Fevereiro de 2012

O nome do protagonista do próximo programa de O Som da Gente não é da raça cigana como o título parece indicar.

Esta alcunha provém do pequeno lugar onde mora, a Cigana, povoação da freguesia de Figueiredo de Alva, do concelho de S. Pedro do Sul.

Mas a actual alcunha por que é conhecido já não é a primeira. Também o conhecem por José Viúvo nome que não provém do estado civil, em que hoje infelizmente se encontra, mas por pertencer a um ramo da família, os viúvos. Já agora, a alcunha da outra parte da família também é interessante, os Tarrelos.

Até há pouco, as famílias eram mais conhecidas pelas alcunhas do que pelos nomes e sobrenomes próprios. Este é mais um traço da cultura tradicional das gentes das nossas aldeias.

José Rocha Figueiredo é o seu nome de registo. Todos o conhecem por Zé da Cigana exactamente por morar no lugar de Cigana.

Anda nos oitenta. No seu tempo de juventude era um rapaz reinadio e, pela vida fora, sempre um homem de sociedade.

É um amante da música e das cantigas da sua terra.
Figueiredo de Alva chegou a ter ranchos folclóricos com os melhores instrumentais e vozes na região.

Estes ranchos foram a sequência lógica da tradição dos bailes, à moda antiga, onde o nosso amigo José da Cigana dirigia e mandava nas danças da Chula e da Dobadoira.

 

José Rocha Figueiredo, o Zé da Cigana, foi emigrante com passaporte de turista. Regressado às origens, continuou a ser agricultor e pastor, para não ver as terras a silvas.

Para além de agricultor, negociante foi a arte que sempre quis praticar. No negócio frequentou todas as feiras da região, de Cinfães a Barrelas, hoje Vila Nova de Paiva.

Continua a não perder as feiras de ano e aí gosta de ouvir e admirar os cantadores do fado serrano.

 

Assim, o próximo programa de O Som da Gente volta à aldeia para uma conversa muito informal com o Zé da Cigana.

 

publicado por somdagente às 10:52
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