27 de Agosto de 2010

 

Na obra Imagens da Beira Paiva, Aurora Simões de Matos regista, em prosa poética, as cores, os sons e os cheiros que marcam a imponente paisagem que emoldura o lugar que a viu nascer, Meã, freguesia de Parada de Ester, concelho de Castro Daire.

No próximo programa de O Som da Gente, a autora lembra, para além da paisagem, também as mulheres e os homens que lhe marcaram a memória e lhe deixaram muito carinho e muita emoção na lembrança dos que já partiram.

Junto à velha fonte, Aurora Simões de Matos falou-nos da Maria Zeladora, tecedeira, do amolador, da Zefa da Pereira, que cozia a broa no forno tradicional e das práticas da agricultura tradicional.

Dentro de quinze dias, outro programa de O Som da Gente irá abordar a obra poética de Aurora Simões de Matos.

 

 

Meã, é uma bonita aldeia, com as casas tradicionais em xisto e cobertura de lousa, fica, em socalco, na margem direita do rio Paiva, a Paiva como por aqui é conhecida  e assim também tratada pela escritora.

Meã, lugar antigo, tem, ainda hoje, algumas regras que regulam o uso das águas de nascente, abundantes por ali. Estas partilhas têm por base os Sete Casais de Meã que vieram a dar o nome à actual associação recreativa, cultural e desportiva do lugar.

 

 

Junto à igreja matriz de Parada de Ester, abordou a Feira dos Doze, que ainda hoje se realiza naquele lugar, a Páscoa e os bailes à moda antiga.

Por fim, depois de falar das Alminhas, como nichos de fé, aborda as Rezas, Responsos e Benzeduras a que o nosso bom povo sempre socorria em alturas de aflição.

Agradeceu aos alunos e mães destes por a ajudarem nesta interessante recolha, em especial à irmã Carminda, que, embora a viver em Setúbal, revela também grande amor pela terra e certamente grande orgulho na obra da irmã.

Na introdução do seu livro, Aurora Simões de Matos escreveu: no evoluir natural dos dias, as coisas foram acontecendo devagar. Quando se deu por isso, as crianças de hoje, já não cultivam práticas e linguagens, gestos, memórias e afectos que se julgavam imorredoiros.

Para que não se perdessem estas memórias, Aurora Simões de Matos passou-as ao papel de uma forma sublime na sua última obra Imagens da Beira Paiva.

Dentro de quinze dias, outro programa de O Som da Gente irá abordar a obra poética de Aurora Simões de Matos.

 

Fotos:Alcides Riquito

publicado por somdagente às 09:10
20 de Agosto de 2010

 

O grupo de música popular portuguesa Raízes da Terra, iniciou a sua actividade em 2005, em Aguiar da Beira.

Escolheram o nome porque os elementos tinham naquela terra o seu berço ou  porque, vindos de longe, aqui as ganharam.

O reportório é feito com base nas canções populares que os seus antepassados entoavam nas lides agrícolas, festas e romarias. A recolha foi festa na região e fora dela.

A nível de espectáculos têm feito actuações em vários lugares do Continente, nos Açores e em Espanha.

Desfolhando Memórias é o título do primeiro trabalho discográfico, um CD que está ao dispor do público.

A  música  do Raízes da Terra é a banda sonora do próximo programa de O Som da Gente dedicado a Aguiar da Beira.

Os nossos parabéns para o trabalho deste grupo com uma referência pessoal para a porta-voz do Raízes da Terra, a professora Teresa Campos.

publicado por somdagente às 11:47

 

O próximo programa de O Som da Gente é dedicado ao concelho de Aguiar da Beira.

O actual concelho abrange um território que resulta da agregação de três concelhos anteriormente existentes: Aguiar da Beira, Pena Verde e Carapito.

Aguiar da Beira faz parte da província da Beira Alta e administrativamente pertence ao distrito da Guarda.

 

 

Tem um bonito centro histórico, a pedir melhor cuidado por parte dos responsáveis pelo município.

Para quem está virado a norte, numa pequena elevação, surge-nos, à  esquerda,  o chamado castelo com a capela de Nossa Senhora do Leite.

Mais abaixo, na frontaria da igreja da Misericórdia, pode ver-se uma imagem de Nossa Senhora da Graça, em pedra d`Ançã, de autoria do mestre João Ruão, da escola de Coimbra.

Neste centro histórico, temos o largo dos monumentos com pelourinho, torre do relógio, a fonte ameada, que está retratada num dos quadros de Grão Vasco, a casa dos magistrados e os antigos paços do Concelho onde hoje funciona o julgado de paz.

 

 

 

Fazendo fronteira com os distritos de Viseu e Guarda, o concelho de Aguiar da Beira sofre de todas as limitações ao desenvolvimento, comuns a todas as terras do interior.

Para combater uma desertificação, cada vez mais acentuada, a Câmara Municipal tem feito o possível para dar condições aos munícipes aqui residentes e tentando também que outros regressem a este concelho.

Foi sobre esta problemática que o Presidente da Câmara, Augusto Fernando Andrade, falou à reportagem de O Som da Gente.

 

 

Perto da vila de Aguiar da Beira, situam-se as Termas da Cavaca com águas medicinais que brotam da chamada fonte dos remédios.

As Caldas da Cavaca foram, no início, do domínio privado e actualmente estão sob a gestão do município.

A Câmara recuperou o antigo balneário mas, no mesmo local, vê-se, em ruínas, o antigo hotel e outras casas que serviam os aquistas.

Actualmente a Câmara tem um projecto, em parceria, para a recuperação destes equipamentos hoteleiros, A crise económica e financeira tem atrasado o arranque das obras.

Nas Termas da Cavaca fomos recebidos e guiados pelo Director Ricardo Guerra.

 

Fotos:Alcides Riquito

publicado por somdagente às 11:42
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