17 de Maio de 2013

 Neste Maio amarelo das flores de mimosa, das giestas e da carqueja; neste Maio do verde alface, matizado pelo vermelho escuro da urze, O Som da Gente, no próximo programa vai subir até ao alto do Caramulo onde, na encosta poente, à vista da ria de Aveiro, vai encontrar alguém que ama e cultiva a herança do nosso povo serrano de um modo sublime.

O Engº Manuel Farias, com formação académica, na área de electrotecnia, encontrou, na história e na antropologia, o hobby que lhe veio a preencher a alma de humanista.

O gosto pela leitura, a literatura e a escrita, que cultiva desde novo, têm-no levado à produção de obras que enquadram o homem e as suas circunstâncias.

Com grande admiração por José Leite de Vasconcelos e Teófilo Braga, tem vindo, nesta vertente da antropologia, a interpretar os ciclos, os pensamentos e as circunstâncias principalmente do homem caramulano.

Humanização de uma paisagem que vem desde a pré-história, como o confirmam alguns monumentos megalíticos, como é o caso da anta bem preservada de Paranho de Arca e as ermidas e capelas da idade média, espalhas pela serra. Por aqui passaram também os romanos que deixaram as suas estradas e os celtas que, no entender de Manuel farias, foram os que mais aproveitaram estes recursos naturais para a agricultura e pastorícia.

Estas marcas descobre-as o nosso entrevistado em cada caselho escondido na serra, no moinho que gira por fio de água ou nas veredas que a serpenteiam.

Este interesse pela história local levou-o também ao folclore, faceta que abordaremos na próxima semana quando falarmos da Associação Etnográfica Os Serranos de Belazaima do Chão.

No percurso desta semana, com o Engº Manuel Farias, percorreremos parte do Trilho das Terras de Granito que a Câmara de Águeda traçou na freguesia de Macieira de Alcôba.

Subiremos ao alto do Junqueio para sentir o vento alcobês que acaricia estas paragens depois de passar pelos vales verdes do Baixo Vouga ou pelos vinhedos da Bairrada.

À vista do Caramulinho, desceremos depois ao miradouro da Rochinha onde podemos observar toda a parte sul e poente da serra do Caramulo.

 

Lá para finais de Julho ou princípios de Agosto voltaremos ao pico do Junqueiro para falar da reconstrução de uma romaria do Séc.XIX e do milagre da Urgueira em que um homem entra num forno a duzentos graus, aí deposita a massa para uma broa gigante, e regressa são e salvo.

Mais do que lenda, é história, é realidade. O homem que tem entrado no forno, nos últimos anos, é o nosso entrevistado, o Engº Manuel Farias.

Para o auditório da Lafões fica prometida esta reportagem. E, como nas romarias, as promessas são para cumprir.

Fotos: Alcides Riquito

publicado por somdagente às 12:21
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