01 de Junho de 2012

 Em 4 de Novembro de 2006, O Som da Genteesteve em Santa Cruz da Trapa com o jovem artista Custódio Almeida que dava nas vistas por ter as suas esculturas, em pedra, espalhadas na natureza, fazendo lembrar as estátuas gigantescas da Ilha da Páscoa, no Oceano Pacífico.

Com elas decorou um parque e ao conjunto e disposição das esculturas deu o nome de Círculo da Vida através do grito da pedra.

A reportagem desse primeiro programa centrou-se na visita a essa exposição que ainda hoje se pode visitar.

 Nesta segunda visita a Santa Cruz da Trapa, começámos a reportagem no atelier/oficina onde Custódio Almeida está a esculpir essencialmente madeira sob o tema do nu e da mulher.

Na evolução natural da sua arte, quer na pedra quer na madeira, o artista começou também a utilizar criteriosamente a cor o que vem a dar às esculturas outro ar, outra alegria.

 

Na mesma oficina, que é o rés-do-chão da sua habitação, podem ver-se também três telas gigantes que o pintor vai expor, em Setembro, no átrio do Tribunal de Viseu.

Como se pode observar pela imagem, embora Custódio Almeida se continue a afirmar como autodidacta, a sua pintura lembram-nos princípios que ficam entre o cubismo de Picasso e o surrealismo de Salvador Dalí.

 

A reportagem com Custódio Almeida terminou, no rio Teixeira, mais propriamente no Poço Azul, perto do lugar de Sobrosa, local onde Custódio almeia gravou, no granito amaciado pela corrente, dezenas de gravuras.

 

Estas não são do paleolítico mas esculpidas, a rebarbadora, no século vinte e um.

O tema e os traços são os mesmos que Custódio Almeida coloca na escultura: grandes formas, grandes olhos que marcam essencialmente expressões.

Também aqui, no vale do rio Teixeira, o tema da mulher a transversal a todas as gravuras.

 

Nas margens do Teixeira, Custódio Almeida não só gravou nas pedras do leito, algumas cobertas pela água na maior parte do ano. Também aproveitou a disposição de algumas pedras salientes, nas margens para, a partir daí, deixar algumas esculturas, como se pode verificar por esta foto.

 

Como a maioria dos artistas, Custódio Almeida não dá prioridade á recompensa financeira pela sua obra. Esta sai-lhe da inspiração e do impulso do momento. Esculpir, desenhar e pintar é-lhe tão natural e necessário como o comer ou respirar.

E pela observação das suas esculturas e pinturas poderemos ainda acrescentar que assim Custódio Almeida vai também exorcizando os seus fantasmas que povoam a memória de uma infância muito difícil

 

No programa desta semana, O Som da Gente vai assim ser um pouco diferente. Vamos ouvir falar da arte moderna que também se vai fazendo aqui pelo concelho de S. Pedro do Sul.

Fotos:Alcides Riquito

publicado por somdagente às 10:52
Fico com água na boca.
Quero VER!
Abraço
Fernanso Miranda a 11 de Julho de 2013 às 14:13
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