10 de Setembro de 2010

Este Programa, que será emitio, no próximo domingo, ente as 9 e as 10 horas, com reposição na quinta-feira seguinte, das 23 à meia noite, pode ser ouvido na internet através do site http://www.lafoes.eu/ na emissão on line.

 

De uma palavra calada, o mundo fica suspenso (…) Tudo depende da cor da palavra (…)

De uma palavra de ordem, o mundo fica suspenso (…)

Como tinha sido prometido, o próximo programa de O Som da Gente é dedicado à produção literária da escritora Aurora Simões de Matos, a poetisa da beira-Paiva.

Distinguida com diversos diplomas de louvor, reconhecimento e mérito é o bem-haja das gentes da sua terra natal, Meã, que mais lhe enche o coração.

Aurora Simões de Matos, viu a luz do mundo na encosta nascente da serra do Montemuro, trabalhou no Douro, em Lamego, e hoje vive no Porto.

Esta ligação entre a serra e o mar nota-se na sua poesia, nomeadamente na obra Uma Palavra: metade do meu ser cheirava a serra, metade do meu ser sabia a mar…

 

 

Na mistura das águas do Paiva com as do Douro, no verde das montanhas ou no azul do céu, se escondem as palavras da poesia que a Aurora vai divulgar no próximo programa de O Som da Gente.

Para além de cantar a sua Paiva e as gentes, que a admiram e dela se servem, na sua obra, a Aurora não esquece os seus familiares mais chegados como o pai, Agostinho Gralheiro, homenageado no poema à Sombra do Cruzeiro ou o avô materno lembrando emocionalmente na poesia Meu avô foi pescador.

A autora não deixou de nos confessar que é, nos momentos de saudade e de alguma melancolia e tristeza, que escreve as melhores poesias.

Quando a morte vier travar meus passos

e o meu corpo inerte for enfim

a inocência da terra adormecida,

a sombra do cipreste

guardará para sempre o meu segredo

e o silêncio não será mais grito,

nem o meu grito será mais silêncio(…)

 

 

Na declamação da maior parte das poesia, a autora teve o acompanhamento, à viola,  da sua neta Margarida que já revela um talento musical extraordinário. Quem sai aos seus não degenera…

Como escreveu o Dr. Arménio Vasconcelos, no prefácio do último livro da Aurora, ainda bem que aparecem poetas para cantar e valorizar as mulheres e os homens da beira-Paiva. 

Na declamação da maior parte das poesia, a autora teve o acompanhamento, à guitarra,  da sua neta Margarida que já revela um talento musical extraordinário. Quem sai aos seus não degenera…

Como escreveu o Dr. Arménio Vasconcelos, no prefácio do último livro da Aurora, ainda bem que aparecem poetas para cantar e valorizar as mulheres e os homens da beira-Paiva.

Fotos:Alcides Riquito

publicado por somdagente às 09:21
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