03 de Setembro de 2010

 

A freguesia de Nogueira do Cravo, do concelho de Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra, vai estar em destaque no próximo programa de O Som da Gente.

Acompanhou-nos na visita, o nosso amigo Rui Pedro Coelho Fernandes mais conhecido por Rui Chalana devido a sua actividade no futebol profissional.

À entrada de Nogueira, no lugar da torre, há uma casa de interesse histórico ligada a várias lendas (foi feita numa noite, há, na cave, um bezerro de oiro…) a que o povo chama Casa dos Mouros.

Foi junto a este edifício milenar, hoje muito bem recuperado pelos actuais proprietários, que António Mendes Serra, director do jornal da terra O Chapinheiro, nos começou por falar da história de Nogueira do Cravo que já foi concelho.

 

 

Depois de passarmos pelo pelourinho, chegamos à igreja paroquial. Aqui, num amplo recinto, em frente às instalações da Casa do Povo e da Liga de Melhoramentos de Nogueira do Cravo, lembrámos lugares marcantes da freguesia como o solar Castro Pina, ligado à guerra civil entre absolutistas e liberais, o Caminho dos Fidalgos e a Casa do Mendigo, locais visitados, no último dia de S. Tiago, em caminhada de cariz cultural.

Nogueira de Cravo, sítio de passagem, ao lado da estrada da Beira, foi também saqueada na altura das Invasões Francesas.

António Serra falou ainda, com muita emoção, dos antigos pedreiros de Nogueira e Santa Ovaia que deixaram a marca da sua arte em trabalhar a pedra em vários edifícios da nossa Beira, nomeadamente em antigas escolas primárias.

Numa vida dura, em que os pedreiros estavam fora de casa, durante a semana, criaram entre sim uma linguagem própria, um verdadeiros dialéctico que só estes arguinas – pedreiros -  entendiam.

No monumento ao arguina, erguido em Nogueira de Cravo, lá está a quadra que perpetua a vida dura destes artistas: segunda, fartura, terça, ainda dura, quarta, já minga, quinta, faminta, sexta, passaremos e sábado para casa iremos.

 

 

Joaquim Correia mora em Vilela, na freguesia de Nogueira do Cravo. O bilhete de Identidade marca a data de nascimento a 6 de Agosto de 1908. Segundo o próprio recorda quando foi baptizado e por conseguinte registado, já teria uns três anos. Já foi a caminhar para a pia do baptismo.

Num falar atrapalhado pela idade, Joaquim Correia fala da sua vida dura de pastor e agricultor, da ida às feiras das redondezas e à romaria do Senhor das Almas, em finais de Maio, sempre a pé.

Revela grande admiração pela mãe – rija e esperta – que foi a mulher e o homem da casa depois de o marido ter emigrado para o Brasil de onde não voltou.

São algumas peripécias da vida deste idoso centenário que encerram a reportagem sobre a freguesia de Nogueira de Cravo que vai preencher o próximo programa de O som da Gente.

publicado por somdagente às 09:07
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