27 de Setembro de 2012

 

O próximo programa de O Som da Gente foi gravado em Moldes, freguesia contígua, a nascente, da  vila de Arouca, onde este fim de semana decorre mais uma Feira da Colheitas.

 

Esta freguesia que pertence ao distrito de Aveiro e à diocese do Porto tem como orago Sto Estêvão.

A paróquia de Moldes tornou-se independente da de S. Bartolomeu de Arouca em 1844. A população de Moldes teve que esperar pela época liberal para então se libertar da dependência do mosteiro de Arouca. As freiras deste cenóbio sempre se opuseram a esta independência talvez porque as terras férteis do vale de Moldes pagavam boas rendas ao mosteiro da vila.

Moldes pertenceu, no início, à diocese de Lamego e agora faz parte da diocese do Porto.

 

Apesar da paróquia de Moldes contar com menos de duzentos anos, a origem dos seus povoados remonta ao tempo em que os muçulmanos dominavam estas paragens.  À época da reconquista cristã que partiu das Astúrias.

Segundo Almeida Fernandes e Simões Júnior, o termo Moldes  está ligada à palavra latina molinos que significa moinhos. Existem documentos que comprovam que no rio de Moldes havia quarenta levadas e e trinta e oito moinhos.

Ainda hoje se nota por aqui uma abundância de água que faz com que estas encostas se encontrem cobertas de um verde escuro durante todo o ano.

Foi essa vegetação luxuriante que encontrámos a caminho de Fuste para visitarmos a capela de santa Catarina, a romaria com mais tradição na freguesia.

 

A nossa visita à freguesia de Moldes foi orientada pela Dra. Ana Cristina Martins, elemento da Junta de Freguesia e directora do Conjunto Etnográfico de Moldes de danças e Corais Arouquenses.

A sua origem, em 1945, está ligada à Feira das Colheitas, evento que decorre este fim-de-semana na vila de Arouca.

Foi um dos grupos fundadores da Federação do Folclore Português e organiza anualmente, em Agosto, na vila, o Festival Internacional de Folclore. Este ano foi o trigésimo.

Para além das danças e cantares, o Conjunto Etnográfico de Moldes , neste trabalho de recolha e preservação da nossa cultura, editou as revistas Rurália e Cultura Popular com interessantes trabalhos publicados de índole etnográfico.

O grupo preserva ainda os tradicionais corais polifónicos com as suas cantas (duas vozes) e cramois (três vozes). São Cânticos antiquíssimos que foram guardados, sobretudo, entre as mulheres.

Fotos: Alcides Riquito

 

publicado por somdagente às 12:13
21 de Setembro de 2012

Largo da Feira Nova Nº 15 - 1º Esq.

3660-437 SÃO PEDRO DO SUL

 

Aos domingos das nove às dez horas

com reposição às quintas-feiras das onze à meia noite.

Um programa de Fernando Luís

 

Para opiniões e sugestões:

somdagente@sapo.pt

publicado por somdagente às 08:59

 

O Som da Gente continua este fim-de-semana por terras de Cinfães.

Descemos da Gralheira, do alto do Montemuro até ao vale, ao vale da freguesia de Nespereira, entre a serra e a ribeira.

Encontrámos uma terra com tradições e muita vida associativa, nomeadamente no mundo da música. A Banda Marcial de Nespereira conta actualmente com cerca de oitenta executantes.

 

Ora, em Nespereira, lá pelas décadas de trinta ou quarenta, do século passado, surgiu um conjunto típico que ainda hoje se encontra em plena actividade, Os Finfas.

O nome foi-lhe atribuído pelo povo a partir de uma música que fazia parte do primeiro repertório.

 

Em Nespereira, falamos com três dos seis elementos do grupo.

O Nelson Lacerda, porta-voz dos Finfas, toca trompete. É também elemento da Banda Marcial de Nespereira onde domina o fliscorne.

Remízio Fonseca, o elemento mais antigo do grupo, toca saxofone alto. Durante décadas, tocou também na Banda de Nespereira onde executava saxofone barítono.

O terceiro elemento que ali encontrámos foi o Arlindo Pinho, um dos violas dos Finfas, residente em Alvarenga onde foi também elemento da banda daquela freguesia, vizinha da de Nespereira.

Para além destes três elementos, fazem parte dos Finfas, a Cláudia Pereira, a última aquisição, que toca acordeão, o Alberto Leitão que toca clarinete e  o Carlos Mendes, o outro viola. Estes dois últimos elementos são também professores de música.

 

Remízio Fonseca teve oportunidade de revelar à reportagem da Lafões histórias interessantes da vida dos Finfas que percorreram e percorrem a serra, as aldeias e vilas das redondezas animando os bailes de inverno ou as festas de verão.

Sendo todos os elementos exímios executantes,  no respeito pela música  criada e tocada pelos que  os antecederam, concordamos que se devem sentir orgulhosos por estas mais de sete década ao serviço da nossa cultura.

Fotos: Alcides Riquito

publicado por somdagente às 08:42
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