28 de Outubro de 2011

Uma casa de lavrador abastado da nossa Beira Alta.

Um pátio que dá para o curral do porco, para a loja das vacas e para a cozinha com sala ampla e lareira.

No primeiro andar, os quartos de dormir, hoje transformados em amplo espaço, lugar para um velho tear com a representação de todo o ciclo do linho.

Num outro espaço, do mesmo edifício, dois teares estão ainda em laboração. 

Um outro edifício desta antiga casa de lavoura, é hoje dedicado à aldeia. Aqui se regista a ligação da terra ao homem.

No pátio, o forno tem a porta aberta para o pão e, noutro edifício, o lagar e a adega são a marca da hospitalidade beirã: pão e vinho sobre a mesa...

Estamos a falar da Casa da Lavoura e da Oficina do Linho do Museu Etnográfico da aldeia de Várzea, freguesia de Calde, no concelho de Viseu.

 

 

Para o Presidente da Junta de Freguesia de Calde, Herculano Gonçalves, Várzea é um dos lugares maiores da freguesia com identidade própria e muita história.

Lembrou o papel do Grupo de Trajes e Cantares do Linho na construção do museu etnográfico e, com muita confiança no futuro, falou para O Som da Gente da vida cultural e associativa da sua freguesia.

A Veredora da Cultura e Património da Câmara Municipal de Viseu, Dra. Ana Paula Santana, fez as honras da autarquia na recepção da reportagem da Lafões.

Enquadrou a Casa da Lavoura e Oficina do Linho nas estruturas museológicas, construídas e a construir no município viseense, como o do quartzo que vai brevemente funcionar no monte de Santa Luzia.

Falou ainda de outras iniciativas, de índole cultural,  que continuam a pôr Viseu em movimento, apesar da actual e difícil situação financeira.

 

Na próxima semana,O Som da Gente com a Dra. Raquel Greenleaf  irá fazer uma visita pormenorizada ao Museu Etnográfico de Várzea de Calde.

Fotos: Alcides Riquito 

 

 

publicado por somdagente às 11:12
14 de Outubro de 2011

 

Armando Rodrigues nasceu em Paradela de Valadares, no tempo da fome, a seguir à Segunda Grande Guerra.

Foi criado e pastor. Aprendiz numa fábrica de fundição no Porto.

No entanto,foi para marceneiro que sempre lhe puxou a vocação.

Esta foi a arte que exerceu em França. A sua ida para este país, a salto, foi uma epopeia que o nosso entrevistado relata, ao pormenor, no Som da Gente deste fim de semana.

Como reformado, regressou a Portugal onde, em Santa Cruz da Trapa, continua a exercer a arte de marceneiro agora quase como passatempo. Uma das coisas que actualmente gosta de fazer é o tratamento de raízes dando asas à imaginação criando as mais variadas figuras e bicharocos.

 

Uma outra paixão de Armando Rodrigues é a música.

Começou por tocar gaita de beiços e depois bandolim.

Hoje, pela arte de marceneiro, faz e rapara guitarras e bandolins que toca utilizando todas as técnicas modernas o que é mais admirável quando já se conta no clube dos octogenários.

 

Fotos: Alcides Riquito

publicado por somdagente às 11:12
07 de Outubro de 2011

 

A associação Binaural, com sede em Nodar, continua a desenvolver os seus projectos no âmbito das Residências Artísticas.

O Festival Vozes de Magaio que decorreu de 1 a 3 de Outubro, nas freguesias de Candal e Manhouce, foi o culminar da obra de cinco projectos de artistas oriundos do México, Brasil, Bélgica, Holanda, Israel e Inglaterra.

No programa de hoje, o Director da Binaural, Luís Costa, começou por nos falar das actividades que a sua associação levou e está a levar a cabo na presente temporada.

 

Rogério Nuno Costa, um minhoto, formado academicamente em Lisboa, veio até à serra da Arada desenvolver o projecto Vou à Tua Mesa na sequência de outro denominado Vou a Tua Casa.

Como vai referir Rogério Costa,no Som da Gentede hoje, uma das primeiras pessoas que visitou, no âmbito do seu projecto, foi Isabel Silvestre, a cantadeira de Manhouce, um ícone da nossa cultura beirã.

Ainda na freguesia de Mnhouce, no Gamoal, visitou-se o sr Domingos que nos falou das ervas aromáticas que a tradição utiliza na culinária e na cura de algumas maleitas.

 

Em Casa de dona Ana, no Candal, Rogério Costa ouviu falar da confecção do escoado. da cabidela de galo, das tradicionais carolas e da sopa seca.

Dona Ana falou-nos ainda da música tradicional, um dos elementos da nossa tradição, e emocionalmente lembrou o Rancho Folclórico do Candal, actualmente sem actividade.

 

Assim, com a preciosa ajuda do Luís Costa, O Som da Gente acompanhou quem, vindo de longe, se interessa pelo nosso povo, pelas nossas tradições, pela nossa cultura.

 

Fotos: Alcides Riquito

publicado por somdagente às 14:41
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