03 de Maio de 2012

 

Em, 2001, foi inaugurado, em S. Romão, concelho de Seia, o Museu Natural da Electricidade. Funciona nas instalações da Central Hidroeléctrica Senhora do Desterro I. A II, mesmo ao lado, encontra-se ainda em plena produção pra a EDP.

Este espaço museológico pretende divulgar o património tecnológico, natural, social e cultural ligado à exploração natural da água, também chamada hulha branca, no fabrico da electricidade.

 

Tudo se iniciou em 1907, com o início da construção da primeira central e, logo de seguida, com a constituição da Empresa Hidroeléctrica Serra da Estrela (EHSE). António Marques da Silva foi o principal impulsionador da exploração da energia eléctrica nesta área geográfica e Seia foi uma das primeiras terras do país a ter luz eléctrica.

 

O Museu Natural da Electricidade situa-se na margem do rio Alva, acima de S. Romão, a 800 metros de altitude, na Mata do Desterro, zona natural protegida onde os caminhantes têm à disposição três percursos pedestres.

Foi deste enquadramento paisagístico que falou, à reportagem da Lafões,a Dra. Madalena Cunhal, Directora do museu.

 

Na recepção, Sofia Borges fez a primeira apresentação do Museu Natural da Electricidade  e falou concretamente da condução, em cascata, da água que desce desde os pontos mais altos da Serra da Estrela.

 

No rés-do-chão, funciona uma sala de exposições temporárias onde actualmente estão interessantes fotografias que retratam a odisseia que foi a construção das barragens, colocação de condutas e postes nas encostas escarpadas da Estrela.

Quem nos revelou as memórias, a que cada documento nos transporta, foi o Dr. João Marques que tem interessante obra publicada sobre o assunto.

 

O Dr. João Marques mostrou-nos ainda a sala das máquinas onde estão quatro potentes turbinas e geradores que fabricavam a electricidade, na altura suficiente para toda a região.

Neste espaço, encontra-se ainda um quadro eléctrico monumental que é referência obrigatória no encontro dos técnicos ligados à área da electricidade.

As celas, local mais perigoso da central, encontravam-se exactamente nas costas deste monumental quadro.

 

Na parte superior do museu, funciona a área pedagógica onde a Dra Sara Proença maravilha, miúdos e graúdos, com interessantes experiências à volta do fenómeno da electricidade.

 

Neste primeiro andar funciona ainda um Centro de Documentação onde destacamos os bilhetes da portagem que, na altura funcionava aqui na Mata do Desterro, para quem queria subir, de carro, à Serra da Estrela.

Hoje, para chegar ao Museu da Electricidade, os caminhos continuam a ser tortuosos mas, para chegar à serra, por S. Romão, já não tem que pagar portagem.

É uma boa razão para o leitor ou ouvinte ir até Seia, passear na mata da Senhora do Desterro e visitar este interessante Museu Natural da Electricidade.

Fotos: Alcides Riquito

publicado por somdagente às 12:26
26 de Abril de 2012

 

O espaço do programa O Som da Gente do próximo fim-de-semana será preenchido com a reportagem da festa de apresentação do livro Contos de Xisto da escritora Aurora Simões de Matos.

A festa teve lugar, no passado sábado, no Centro Municipal de Cultura de Castro Daire e foi apresentada pelo Dr. Sérgio André natural de Meã também a terra natal da autora.

Para além da intervenção da escritora, que aqui vemos a ler o seu poema Exaustão, falaram outros oradores e aconteceram ainda alguns momentos musicais em que foram interpretados alguns poemas já publicados por Aurora Simões de Matos.

 

A mesa de honra foi presidida pelo Presidente da Câmara Municipal de Castro Daire aqui ladeado pela autora e pelo Dr. Alberto Correia que apresentou a obra, à sua direita. À esquerda do Presidente da Câmara vê-se Luís Costa que prefaciou Contos de Xisto.

 

publicado por somdagente às 12:16
19 de Abril de 2012

 

Lapa do Lobo é uma povoação e freguesia do concelho de Nelas, ao lado de Canas de Senhorim, já nos limites com o concelho de Carregal do Sal.

Ali, está em funcionamento efectivo desde Fevereiro de 2007, A Fundação Lapa do Lobo, pessoa colectiva de direito privado, sem fins lucrativos, que visa essencialmente objectivos de carácter cultural, formativo e educativo.

Esta fundação começou a ter maior visibilidade pública desde 9 de Outubro de 2010, quando inaugurou o seu edifício sede.

Neste edifício, mais propriamente no auditório Maria José Cunha, têm acontecido alguns concertos, apresentações de peças de teatro e seminários temáticos.

Pelo salão de exposições têm passado mostras de fotografia, pintura, trabalhos manuais e até uma exposição com instrumentos musicais.

Neste mesmo edifício encontram-se os serviços administrativos e uma biblioteca com meios informáticos e acesso á internet.

 

A Fundação Lapa do Lobo foi uma ideia generosa do Dr. Carlos Cunha Torres que quer deixar, na terra dos seus antepassados, uma obra que outras terras certamente também gostariam de ter.

Nesta homenagem à família, oriunda de lapa do Lobo, Carlos Torres destaca a avó Maria José, ilustre lapense que faleceu em 1995, com a bonita idade de 95 anos.

Carlos Torres exerce a sua actividade profissional em Lisboa mas é na Lapa do Lobo que passa os fins-de-semana tratando da Fundação de que é Presidente do Conselho de Administração.

 

O edifício sede da Fundação funciona numa antiga casa de lavoura, devidamente restaurada, onde a presença do aço corten lhe deixa um traço de modernidade.

A reabilitação da arquitectura popular portuguesa, principalmente no que toca às casas tradicionais da Beira Alta, é também uma preocupação do Presidente da Fundação Lapa do Lobo.

Nesse sentido patrocinou a realização do filme Casas Adormecidas - um passado com futuro que versa a recuperação do património arquitectónico civil.

As ruas da aldeia deixaram de ter asfalto e  voltaram a ter calçada à portuguesa e o Dr. Carlos Torres está a implementar um projecto de índole turística requalificando as antigas casas da aldeia para oferta hoteleira.

 

 

Num outro local da povoação funciona o Espaço Multifuncional da Fundação Lapa do Lobo.

Ali têm decorrido aulas de ginástica, de música e de artes plásticas, todas com um elevado nível de participação.

No dia em que a Rádio Lafões e O Som da Gente esteve na Lapa do Lobo, decorria um curso de bordados para crianças, raparigas e rapazes, dos 5 aos 12 anos.

 

A atribuição de bolsas de estudo é um dos principais objectivos da Fundação Lapa do Lobo.

Até agora foram contemplados quarenta bolseiros oriundos da região.

 

Para além disto, a Fundação tem apoiado associações dos concelhos de Nelas, Carregal do Sal, Santa Comba Dão e Viseu.

 

Sem dúvida que a Fundação Lapa do Lobo marca e, marcará ainda mais no futuro, o desenvolvimento desta região. 

Fotos: Alcides Riquito

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publicado por somdagente às 12:20
23 de Março de 2012

O próximo programa de O Som da Gente foi gravado em Nespereira Alta, povoação importante do concelho de S. Pedro do Sul que pertence a duas freguesias, Vila Maior e S. Félix.

Em Nespereira Alta, ainda recentemente conhecida pela terra dos foguetes, encontrámos Graciano de Almeida Coelho, um carpinteiro à moda antiga que nos falou da sua profissão ligada à construção de casas e de móveis necessários nessas mesmas habitações.

 

Usando ainda ferramentas tradicionais, hoje substituídas por rápidas máquinas eléctricas, Graciano Coelho, depois de uma vida de correrias e trabalho que passou pela emigração na Alemanha, dedica-se agora ao artesanato fazendo, por exemplo, canecos tradicionais em castanho, utensílio indispensável nas cozinhas das nossas avós.

publicado por somdagente às 10:26
17 de Fevereiro de 2012

A propósito de Carnaval. O Som da Gente, no próximo programa vai até Negrelos, grande e airosa povoação da freguesia de S. Pedro do Sul.

Fomos recebidos na sede da Associação Cultural e Recreativa de Negrelos por António Manuel Bandeira Rodrigues, Presidente da Assembleia Geral, e por Manuel Matos Nunes também dirigente daquela associação. Nesta hospitalidade contámos ainda com a presença do amigo Manuel Gonçalves.

 

O Dr. Bandeira vai caracterizar-nos a sua terra que foi marcada, na segunda metade do Sec. XX, pela passagem do comboio, da extinta linha do Vale do Vouga, e pela grande empregabilidade da população na fábrica de serração Vieira da Cruz.

A propósito, vai também falar-nos da história do desfile do Carnaval de Negrelos que na próxima terça-feira vai de visita à agora cidade de S. Pedro do Sul, na sua 32ª edição.

 

Para o Dr. Bandeira Rodrigues, Negrelos tradicionalmente é uma povoação mais rural que urbana, embora se encontre perto da sede do concelho. Talvez por isso, ainda hoje podemos observar, bem no centro, junta à capela de Nossa Senhora do Livramento, um moinho de água em funcionamento.

A água que faz girar o moinho vem, por levada, a quem os agricultores de Negrelos pagam foro à casa Moniz, por horas, no verão, e bicas, no inverno.

Na preparação do corso carnavalesco de Negrelos, são muitas as horas que algumas senhoras e meninas da localidade passam a cortar e a recortar papel colorido que irão dar as flores para cobrir alguns carros alegóricos do cortejo.

Durante este trabalho falámos com D. Leonilde que também nos deixou as suas recordações de menina em relação às brincadeiras do dia de Entrudo.

 

Enquanto as mulheres fazem flores, na sede da ACRN, alguns homens e rapazes vão construindo os carros com mensagens alegóricas e satíricas que sairão à rua na próxima terça-feira.

Como não há local próprio servem-se das próprias garagens como local de trabalho.

 

É um trabalho que demora muitas noites para ser admirado e usufruído apenas em meia dúzia de horas, numa tarde.

Também por isso, o próximo programa de O Som da Gente é a nossa homenagem a estes homens e mulheres que teimam em manter a tradição do Carnaval de Negrelos.

publicado por somdagente às 11:45
03 de Fevereiro de 2012

O nome do protagonista do próximo programa de O Som da Gente não é da raça cigana como o título parece indicar.

Esta alcunha provém do pequeno lugar onde mora, a Cigana, povoação da freguesia de Figueiredo de Alva, do concelho de S. Pedro do Sul.

Mas a actual alcunha por que é conhecido já não é a primeira. Também o conhecem por José Viúvo nome que não provém do estado civil, em que hoje infelizmente se encontra, mas por pertencer a um ramo da família, os viúvos. Já agora, a alcunha da outra parte da família também é interessante, os Tarrelos.

Até há pouco, as famílias eram mais conhecidas pelas alcunhas do que pelos nomes e sobrenomes próprios. Este é mais um traço da cultura tradicional das gentes das nossas aldeias.

José Rocha Figueiredo é o seu nome de registo. Todos o conhecem por Zé da Cigana exactamente por morar no lugar de Cigana.

Anda nos oitenta. No seu tempo de juventude era um rapaz reinadio e, pela vida fora, sempre um homem de sociedade.

É um amante da música e das cantigas da sua terra.
Figueiredo de Alva chegou a ter ranchos folclóricos com os melhores instrumentais e vozes na região.

Estes ranchos foram a sequência lógica da tradição dos bailes, à moda antiga, onde o nosso amigo José da Cigana dirigia e mandava nas danças da Chula e da Dobadoira.

 

José Rocha Figueiredo, o Zé da Cigana, foi emigrante com passaporte de turista. Regressado às origens, continuou a ser agricultor e pastor, para não ver as terras a silvas.

Para além de agricultor, negociante foi a arte que sempre quis praticar. No negócio frequentou todas as feiras da região, de Cinfães a Barrelas, hoje Vila Nova de Paiva.

Continua a não perder as feiras de ano e aí gosta de ouvir e admirar os cantadores do fado serrano.

 

Assim, o próximo programa de O Som da Gente volta à aldeia para uma conversa muito informal com o Zé da Cigana.

 

publicado por somdagente às 10:52
09 de Dezembro de 2011

A Casa da Ínsua, em Penalva do Castelo, é actualmente um hotel, classificado com cinco estrelas, e pertence à Visabeira Turismo.

Na visita que O Som da Gente e a Rádio Lafões fez a este interessante solar do Sec.  XVIII, um dos mais importantes a nível nacional, fomos recebidos por Andreia Rodrigues, Subdirectora deste hotel de charme.

A história da Casa da Ínsua passa pela ida de Luís Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres para Governador de Cuiabá e Mato Grosso,no Brasil.

Aí, o herdeiro da Casa da Ínsua fez a fortuna que lhe permitiu a construção de dois palácios. No Brasil, o Real Forte Príncipe das Beiras, umas das vinte e cinco maravilhas portuguesas no mundo, e aqui a Casa da Ínsua.

O traço do edifício foi desenhado pelo próprio.

 

Enriqueceram-na pormenores do arquitecto italiano Nicola Bigaglia, como esta lareira do salão, e os azulejos de Luigi Batistini.

Algum do mobiliário é de autoria de um marceneiro que trabalhava para o Marquês de Pombal e ainda hoje se podem admirar, nesta mesma sala, interessantes pinturas no tecto e um soalho com diversas madeiras raras.

Recantos admirados na Casa da Ínsua são os seus jardins.

O inglês, com as suas árvores frondosas, e o francês, um Versalhes em miniatura, com os seus corredores de buxos, as camélias e uma centenária magnólia.

A flor de lótus, que dura apenas 48 horas, pode aqui ser admirada nos meses de Julho e Agosto.

Na nossa visita à Casa da Ínsua, passámos ainda nas cozinhas. A branca, mais moderna e destinada aos patrões e a mais antiga, com monumental lareira e chaminé.

Ao lado está um moderno restaurante onde se podem degustar pratos tradicionais da culinária da nossa Beira.

No actual hotel da Casa Ínsua, os hóspedes, recebidos em ambiente familiar, podem dormir em quatros únicos, cada qual com o seu nome e a sua história e, se assim o entenderem, participar nas vindimas na quinta ou acompanhar o pastor do rebanho que fornece leite para um queijo próprio com marca Serra da Estrela.

 

Em tempo de Nossa Senhora da Conceição, a visita de O Som Da Gente à casa da Ínsua terminou na capela do solar, dedicada à Senhora, Rainha de Portugal, por aclamação do nosso rei D. João IV.

Fotos: Alcides Riquito

 

 

publicado por somdagente às 14:11
03 de Novembro de 2011

No Som da Gente desta semana, Raquel Greenleaf, Directora do Museu Rural de Várzea de Calde, com muita simpatia e justificado orgulho na casa que dirige, vai fazer-nos uma visita guiada pelos três edifícios que constituem o museu.

 Como sabemos quão difícil é encaminhar os ouvintes apenas pelo som, aqui deixamos algumas imagens de suporte. As outras hão-de consegui-las, pelo próprio olhar, quando resolverem ir até Várzea de Calde.

 

 

No primeiro edifício, ao lado da recepão, fica o currral do porco destacando-se aí o papel deste animal na alimentação e na economia da tradicional família rural da nossa Beira Alta.

Ainda neste edifício está em destaque a cozinha.

A cozinha é o mais importante compartimento da casa rural. É ali que se preparam e tomam as refeições, é ali o centro da vida da relação da família, é o lugar habitual de recebimento de amigos e é ainda o lugar do serão.

Assim descreve o Dr Alberto Correia este lugar nevrálgico da casa na vida da mulher e do homem do campo.

A propósito, aqui deixamos este belo texto  A Cozinha- mais que um tempo de mulher, exposto no museu, da autoria do já citado Dr. Alberto Correia que esteve com O Som da Gente, em Junho de 2009 na  visita à Sé de Viseu falando ainda da história da cidade de Viriato. 

 

O Museu Rural de Várzea de Calde adoptou o nome de Casa da Lavoura e Oficina do Linho.

Por isso, ali, os quartos de dormir da antiga casa deram lugar a amplo salão onde se mostra todo o ciclo do linho, grande complemento da actividade agrícola.

Como refere ainda Alberto Correia, os tecidos de linho e de estopa constituíram, durante muito tempo, a base da indumentária masculina e feminina. Também eram feito de linho os lençóis e travesseiras, as toalhas de rosto, de mesa, as toalhas de baptizado e as que eram oferecidas para o altar da capela.

A visita guiada ao Museu Rural de Várzea de Calde terminou no edifício da adega onde se vê um lagar com vara de tradição medieval, a pia do azeite, a salgadeira e a tulha para o milho e feijão.

Por tudo isto, convidamos o amigo ouvinte da Rádio Lafões a ir, pela EN2, a antiga estrada que liga Castro Daire a Viseu até Várzea de Calde. A entrada é gratuita e o horário é das 10 às 12  e das 14 às 17 horas. Está encerrado às segundas-feiras.

Fotos:Alcides Riquito

 

publicado por somdagente às 11:11
28 de Outubro de 2011

Uma casa de lavrador abastado da nossa Beira Alta.

Um pátio que dá para o curral do porco, para a loja das vacas e para a cozinha com sala ampla e lareira.

No primeiro andar, os quartos de dormir, hoje transformados em amplo espaço, lugar para um velho tear com a representação de todo o ciclo do linho.

Num outro espaço, do mesmo edifício, dois teares estão ainda em laboração. 

Um outro edifício desta antiga casa de lavoura, é hoje dedicado à aldeia. Aqui se regista a ligação da terra ao homem.

No pátio, o forno tem a porta aberta para o pão e, noutro edifício, o lagar e a adega são a marca da hospitalidade beirã: pão e vinho sobre a mesa...

Estamos a falar da Casa da Lavoura e da Oficina do Linho do Museu Etnográfico da aldeia de Várzea, freguesia de Calde, no concelho de Viseu.

 

 

Para o Presidente da Junta de Freguesia de Calde, Herculano Gonçalves, Várzea é um dos lugares maiores da freguesia com identidade própria e muita história.

Lembrou o papel do Grupo de Trajes e Cantares do Linho na construção do museu etnográfico e, com muita confiança no futuro, falou para O Som da Gente da vida cultural e associativa da sua freguesia.

A Veredora da Cultura e Património da Câmara Municipal de Viseu, Dra. Ana Paula Santana, fez as honras da autarquia na recepção da reportagem da Lafões.

Enquadrou a Casa da Lavoura e Oficina do Linho nas estruturas museológicas, construídas e a construir no município viseense, como o do quartzo que vai brevemente funcionar no monte de Santa Luzia.

Falou ainda de outras iniciativas, de índole cultural,  que continuam a pôr Viseu em movimento, apesar da actual e difícil situação financeira.

 

Na próxima semana,O Som da Gente com a Dra. Raquel Greenleaf  irá fazer uma visita pormenorizada ao Museu Etnográfico de Várzea de Calde.

Fotos: Alcides Riquito 

 

 

publicado por somdagente às 11:12
14 de Outubro de 2011

 

Armando Rodrigues nasceu em Paradela de Valadares, no tempo da fome, a seguir à Segunda Grande Guerra.

Foi criado e pastor. Aprendiz numa fábrica de fundição no Porto.

No entanto,foi para marceneiro que sempre lhe puxou a vocação.

Esta foi a arte que exerceu em França. A sua ida para este país, a salto, foi uma epopeia que o nosso entrevistado relata, ao pormenor, no Som da Gente deste fim de semana.

Como reformado, regressou a Portugal onde, em Santa Cruz da Trapa, continua a exercer a arte de marceneiro agora quase como passatempo. Uma das coisas que actualmente gosta de fazer é o tratamento de raízes dando asas à imaginação criando as mais variadas figuras e bicharocos.

 

Uma outra paixão de Armando Rodrigues é a música.

Começou por tocar gaita de beiços e depois bandolim.

Hoje, pela arte de marceneiro, faz e rapara guitarras e bandolins que toca utilizando todas as técnicas modernas o que é mais admirável quando já se conta no clube dos octogenários.

 

Fotos: Alcides Riquito

publicado por somdagente às 11:12
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